A Roda dos Ratos: Uma roda que não pára de girar

Imagina o seguinte cenário: trabalhas para receber o teu salário que utilizas para pagar as tuas despesas, mas chega o final do mês e já não tens dinheiro. Então reinicia novamente o mesmo ciclo e não consegues sair do local onde te encontras.

Isto é a Roda dos Ratos, expressão utilizada pelo escritor do livro “Pai rico, pai pobre” e que se tornou num sucesso porque está associada à má gestão que é feita do dinheiro.

A ideia de ser uma Roda dos Ratos é muito interessante porque um hámster vive numa gaiola e corre todos os dias sem sair do mesmo sítio. Para uma pessoa é uma corrida cansativa, stressante e dolorosa.

A Roda dos Ratos.
A Roda dos Ratos.

Porque é que se está preso na Roda dos Ratos?

Existem muitas razões para se estar preso num ciclo vicioso e uma delas são as dívidas.

A compra de uma casa ou de um carro são sempre os principais fatores para o endividamento. A Comissão Europeia fez um estudo e comprovou que uma casa demora a pagar 12 ou mais anos. E a maioria das pessoas não sabe que pode poupar milhares de euros com o Crédito Habitação.

O problema surge, também, quando se está constantemente a contrair dívidas, sem ter a preocupação de poupar. As famílias têm tendência para viver acima das suas possibilidades. Ao ganharem mais, gastam mais.

Um mês de trabalho é no fundo para pagar a outras pessoas/serviços e não a nós próprios.

Como sair da Roda dos Ratos?

Quem está dentro da Roda dos Ratos precisa de:

1. Planear a vida

Infelizmente, a maioria das pessoas com dívida não sabem dizer qual é o seu salário bruto e líquido. Não têm noção de quanto gastam no final do mês.

Este ponto é essencial porque a gestão das finanças pessoais começa aqui. Quando reconhecemos o nosso custo de vida e a nossa capacidade para o manter ou efetuar as mudanças necessárias, caso não seja possível.

É aqui que se impede o nascimento de dívidas e se vive dentro das nossas possibilidades.

Por isso para fazeres um bom planeamento, tens que ter respostas para:

  • Qual é o teu salário bruto?
  • Qual é o teu salário líquido?
  • Quais são as tuas despesas fixas?
  • Quais são as tuas despesas variáveis?

As despesas variáveis nunca vão ser iguais todos os meses. E, certamente, que algumas coisas que fazes durante o mês podem ser eliminadas, sendo consideradas despesas supérfluas.

Ao teres as respostas para estas questões, podes começar a planear o teu mês:

  • 50% do dinheiro vai para as despesas fixas (Casa, transportes, despesas, alimentação);

 

  • 30% do dinheiro utilizas nos desejos (Restaurantes, cuidados pessoais, roupa);

 

  • 20% do dinheiro é para poupar, imprevistos e investimento.

Não precisas de seguir literalmente a percentagem de dinheiro indicada, porque, por exemplo, se não gastares 30% do teu rendimento em desejos, podes juntar esse dinheiro aos 20% e assim, poupas e investes mais.

Conhece melhor a regra dos 50-30-20.

2. Planear as compras

Um bom hábito a colocar em prática para saber sempre o que se gastou é fazer um controlo das compras. Sempre que se compra guarda-se o talão e regista-se num caderno ou folha de excel.

Por vezes compramos coisas de que não precisamos por impulso. Hoje, é muito fácil ser influenciado pela publicidade e através das redes sociais.

E para que nada fique esquecido ir ao supermercado com uma lista vai ajudar imenso nas compras.

3. Planear o fundo de emergência

Poupar não é fácil, exige algum esforço e perseverança, mas depois de ter algum dinheiro de parte torna-se mais fácil.

O fundo de emergência, pensado para os imprevistos, como uma doença ou o desemprego, deve ter o equivalente ao que se gasta nas despesas mensais e que permite a sobrevivência entre 3 a 9 meses.

Para quem já tem dívidas, juntar dinheiro é uma tarefa ainda mais complicada. Por isso, é que o planeamento é tão importante.

Se se começar logo a pagar as dívidas com o que sobra no final do mês, se um tal imprevisto acontecer, não se tem a quem recorrer a não criar uma nova dívida.

4. Investir na vida

Quando se chega a um momento em que se tem poupanças, o próximo passo é investir.

E investir porquê? Porque ganha mais se apostar em juros compostos. Se investir 1000 euros e se os juros estiverem a 5%, vai ganhar 1050 euros e assim sucessivamente. São juros sobre juros. E quantos mais anos estiverem investidos, mais se ganha.

Existem vários tipos de investimento com pouco e muito risco, por isso, é uma questão de analisar as características de cada um e escolher onde se quer ver o dinheiro a multiplicar.

O escritor de “Pai rico, pai pobre” deixou esta valiosa lição: “Tenha um pouco de ambição e deixe a preguiça de lado”. Pois, quando se fala em investimentos a reação normal é ter receio, e evitar aprender com medo que seja difícil, mas tudo se aprende. Só precisas de investir em ti e na tua educação financeira.

“Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas, os sonhos não têm alicerces. Sem prioridades, os sonhos não se realizam”, de Augusto Cury.

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