Contratar um empréstimo: sim ou não?

Contratar um empréstimo vai ajudar-te a dar aquele passo em direção ao que é mais importante para ti. No entanto, deves primeiro analisar se este é o momento certo ou se estás pronto.

Deves ou não contratar um empréstimo?
Deves ou não contratar um empréstimo?

Muitas pessoas pedem empréstimos como o crédito pessoal para fazer obras na casa, estudar, entre outros, porque este crédito não tem uma finalidade específica, dependendo de quem pede o empréstimo.

No entanto, é preciso ter em atenção que tal como qualquer outro crédito, é uma dívida que terá impacto no orçamento familiar, provavelmente, durante alguns anos. Assim, é necessário rever a situação familiar e ponderar se está na altura de contratar um empréstimo.

Contratar um empréstimo: o que analisar?

1. Escolher o crédito

Pedir um empréstimo pode ser uma ótima solução quando não queres utilizar a tua poupança ou não tens dinheiro suficiente para cobrir uma grande despesa.

Por isso, começa por pedir orçamentos em diversas instituições para ficares com uma ideia de quais são as características de cada produto de crédito de forma a poderes tomar uma decisão esclarecida e informada sobre o empréstimo a contratar.

Pois, todas as instituições de crédito têm características diferentes para o seu produto e as taxas de juro aplicadas poderão também ser diferentes.

2. Encargos com o crédito

Quando vais contratar um empréstimo tens de ter em atenção aos encargos com o crédito, neste caso, as taxas de juro aplicadas (fixa, variável ou mista), pagamento de comissões, comparar as TAE entre empréstimos (a TAE reflete o custo real do empréstimo) e outras despesas.

Mas, não só, porque algumas instituições exigem que tenhas seguro, nomeadamente, o seguro de vida ou seguros com coberturas relativas à situação de desemprego.

As instituições garantem, desta forma, o pagamento da dívida no caso de morte ou invalidez permanente do devedor.

3. Orçamento familiar

O teu orçamento dá-te uma ideia se deves avançar ou não com o pedido. A partir do orçamento vais ter uma visão geral de como estão as tuas finanças pessoais.

Sabes quanto ganhas todos os meses, para que despesas está a ir o teu dinheiro e se podes ou não fazer uma despesa extra. Se não souberes como fazer um orçamento familiar, aprende aqui.

Caso vejas que não é suportável uma nova dívida, não deves avançar, pois é arriscado. Falta ou pagamentos em atrasos, leva a penalizações.

Conselho: Considera pedir menos dinheiro emprestado ou solicitar um prazo de empréstimo mais longo. Como é óbvio ambas as opções acarretam consequências.

4. Taxa de esforço

Quando tiveres o teu orçamento pronto, deves também calcular a tua taxa de esforço porque te vai permitir saber se consegues fazer face à dívida.

Calcula a tua taxa de esforço:

Taxa de esforço = Encargos mensais com empréstimos / Rendimento x 100

Exemplo:

Imagina que o Mário está a pagar o crédito habitação, valor mensal de 299€ e o crédito automóvel, cuja prestação mensal é de 219€. O seu rendimento é de 1200€.

Significa que a taxa de esforço do Mário é de 43%.

Se o Mário pedir um crédito pessoal fica mais tarde ou mais cedo com dificuldades.

Aos encargos mensais, porque acrescenta, não podemos esquecer que tem outras despesas ou dependentes. Por isso, mais uma dívida, ou seja, com o crédito pessoal, vai tornar o mês mais apertado.

Nota: No exemplo não está contemplado se o Mário é casado e se existem outras fontes de rendimento.

5. Poupança

Considera planear uma poupança de longo prazo, se não precisares do dinheiro com urgência. É uma alternativa ao endividamento ou pelo menos ter metade do que precisas e que ias pedir.

6. Mau crédito: incumprimento

Contrair um novo crédito porque sentes que o teu salário já não é suficiente para pagar as tuas outras dívidas, não é a melhor opção.

Se estiveres numa fase instável em relação às tuas finanças pessoais, está na hora de parar, respirar e rever.

Renegocia as tuas dívidas, porque se começares a criar mais dívidas e não conseguires pagar prestações, o incumprimento acarreta várias consequências.

  • Consequências de um mau crédito
    • Instituições à partida rejeitariam alguém que já esteve/está em incumprimento;
    • Ficar envolvido em procedimentos legais;
    • Considerado cliente de risco;
    • Dificuldades em encontrar trabalho.

Independentemente da opção que escolhas, nunca peças demasiado dinheiro sem entender os custos que estão envolvidos para pagares o empréstimo.

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