4 razões para evitarmos o que desejamos

Quantos de nós nos vemos a comprar alguma coisa e a pensar que não o devíamos fazer? Evitarmos o que desejamos pode trazer-nos muitos benefícios à nossa carteira, mas principalmente ao nosso bem-estar.

Quais são os benefícios de evitarmos o que desejamos?
Quais são os benefícios de evitarmos o que desejamos?

Como evitarmos o que desejamos?

O arrependimento é mais usual do que parece quando gastamos dinheiro. Influenciados por uma promoção, por um amigo ou familiar, acabamos por comprar coisas que não queríamos.

Depois, temos de lidar com estes sentimentos negativos e com o facto de não podermos ter tudo o que queremos como as outras pessoas que conhecemos.

E para evitarmos o que desejamos, temos que perceber que afinal querer aquele ou outro produto não é o que nos traz felicidade.

O filósofo Denis Diderot

Filósofo Denis Diderot
Filósofo Denis Diderot

O Efeito Diderot (The Diderot Effect) é sobre a obtenção/compra de algo novo que despoleta uma espiral de consumo que nos leva a adquirir mais coisas novas.

Como resultado, acabamos por comprar coisas que nem precisávamos e não nos vai fazer sentir mais felizes ou realizados.

1. Emoções negativas

Quando se trata de gastar dinheiro em coisas que concluímos que nem nos fazem falta, desperta em nós emoções negativas, como arrependimento ou culpa.

A verdade é que a nossa sociedade tem vindo a impingir o consumo como uma necessidade básica e fundamental. E nós temos aceitado esta pressão.

Já reparaste onde estão as pessoas nos seus momentos livres? Vão passear ao shopping, ver as montras e aproveitar as promoções que possam surgir.

Este é o poder da compra, caminhar com um saco na mão. Todas as outras pessoas estão a fazê-lo, por isso é algo muito natural.

Em casa, passado algum tempo, aquela compra deixa de ter utilidade. É roupa a mais, produtos de beleza que enchem a casa de banho, outro par de sapatilhas desnecessário.

Mas no momento da compra fazia todo o sentido adquirir o produto.

Sentimentos negativos quando gastamos o que não devíamos

  • Ansiedade;
  • Preocupação;
  • Insegurança;
  • Arrependimento;
  • Culpa.

Sabe mais sobre compras por impulso, aqui.

2. Foco no ter vs não ter

Ficamos demasiado focados no que não temos que nem nos apercebemos do que já temos.

Os colecionadores são muitas vezes apanhados nesta armadilha. Começa como uma brincadeira, mas depois do primeiro item, fica a necessidade de prosseguir com a coleção.

De há uns tempos para cá, os filmes e as séries de televisão têm aproveitado para explorar os fãs através da venda de merchandising. Assim que se compra uma determinada personagem fica a ansiedade de não ter as restantes figuras.

Coleções em quiosque começam com o primeiro e o segundo item mais barato, aumentando as restantes vendas. E as superfícies comerciais utilizam muito o slogan “completa a tua coleção”.

Este artigo da GQ levanta uma questão pertinente. Quando passamos de colecionadores a acumuladores?

Não podemos perder o foco do que já temos. Já te apercebeste que, talvez, o que não tens, não te faz assim tanta falta.

3. Desejo desfasado da realidade

Comparação com as outras pessoas

Estarmos constantemente a compararmo-nos aos outros pode criar este desejo desfasado da realidade. Temos uma tendência natural para preenchermos a nossa vida com coisas. Principalmente com o que vemos que fazem os outros felizes.

Queremos sempre mais. Acumular, adicionar, comprar, melhorar. Precisamos focar-nos no que realmente importa.

Exemplo da compra de um móvel

Quando começamos a comprar pode ser difícil parar. Imaginemos, por exemplo, que o móvel que vimos na loja fica perfeito na nossa sala, mas depois de comprado, ficamos desiludidos porque não era aquilo que esperávamos.

É uma técnica de venda o produto no catálogo estar apresentado de maneira a que se destaque juntamente com o que o rodeia. Juntos, estão completos. Isolados não se enquadram com o que já temos em casa.

É a cor, o tipo de madeira, a estrutura. A compra não deve ser feita levianamente, mas sempre atenta a todos os pormenores.

4. Não ter dinheiro suficiente

Nunca temos dinheiro suficiente para acalentar os nossos vícios. Devemos perceber como surge a vontade de gastar dinheiro e porquê. Desta forma podemos estipular regras para evitarmos muito o que desejamos.

Por exemplo:

  • Evita as newsletters de lojas que sabes que te influenciam a comprar;
  • Nunca compres coisas que não se ajustem à tua casa ou roupa que não combine com a que já tens;
  • Ignora as modas;
  • Impõe limites aos teus gastos;
  • Nunca acumules. Se comprares uma televisão nova, dá a antiga;
  • Não compres por comprar;
  • Determina meses ou semanas sem compras.

O desejo de ter mais dinheiro consome-nos aos poucos. Limita-nos porque não é saudável.

Não basta querer. É preciso planear, organizar o nosso estilo de vida, criar novos hábitos e gerir as nossas finanças pessoais com objetivos e metas.

Só assim podemos conquistar os nossos sonhos, afastarmo-nos do consumo e compreender que, afinal, até temos dinheiro suficiente.

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