E depois das Moratórias Privadas? Conhece o Caso Real da Alice

A Alice, em Abril 2020, teve uma quebra de mais de 20% do rendimento face a 2019, a altura pré-pandemia. Isto levou a que não conseguisse atingir os objetivos de vendas na loja de venda roupa, onde trabalha há mais 10 anos. 

Além desta significava perda de rendimento, a Alice já tinha contraído alguns Créditos.

No início de 2020 era este o cenário:

Sem rendimentos e com as dúvidas e obrigações a crescer ela recorreu às Moratórias. Como o seu Crédito Pessoal foi pedido na entidade bancária onde habitualmente já recebia o seu vencimento, pediu a um gestor para a auxiliar na escolha da Moratória. 

À Alice foi lhe indicado que a melhor opção seria recorrer às Moratórias Privadas. Neste regime ela iria pagar apenas os juros do seu Crédito Pessoal. Tendo em conta que ainda tinha folga para o fazer, ela aceitou. Assim, no fim da Moratória Privada, a sua prestação mensal não iria aumentar de forma significativa. 

Do crédito pessoal, do qual deve 7.203 € e pagava 131€ por mês, com a adesão a moratória privada passou a pagar 74€ de Juros!  

Em relação aos Cartões de Crédito, que ela contraiu em outras duas entidades, foi-lhe sugerido uma alteração à opção de Pagamento que fazia no final do mês. A Alice tinha como opção de pagamento a de 10% do valor em dívida. Como este valor era muito alto para ela, optou por mudar a opção de pagamento para uma mais baixa. Foi lhe sugerido a alteração para 2%. Estes 2% eram maioritariamente juros.  

Neste momento, a situação de Alice era:

Durante os 6 meses de Moratória Privada a Alice conseguiu manter o seu plano de pagamento de prestações em ordem. Quando estas acabaram, Alice ainda não tinha conseguido recuperar os seus 20% de quebra de rendimento devido à difícil situação que o país atravessa. 

Nota: Durante estes 6 meses ela não utilizou os seus cartões de crédito. 

Problema: Sem Moratória Privada, sem o rendimento habitual (entenda-se, pré pandemia). Como é que iria voltar a pagar as suas prestações na Totalidade? Ela precisava de uma solução onde não voltasse a pagar os valores pré-Moratória.

Ouviu falar de consolidação de créditos por uma colega de trabalho e decidiu fazer uma simulação. Foram lhe dadas várias opções, inclusive com um prazo a 120 meses, mas optou por consolidar os 3 créditos a 84 meses. Ficou com uma única data de pagamento mensal e com um único crédito. Este novo crédito, o consolidado, tem o valor de 11.593€, o valor total dos seus 3 créditos anteriores.  

Com esta reorganização financeira a Alice passou a pagar uma mensalidade de 202 €, que representa uma poupança de 434 € face ao valor que tinha originalmente de prestações mensais (entenda-se, antes de recorrer às moratórias e a alteração de opção de pagamento)! 

TIPO DE CRÉDITO Entidade Bancária Montante em Dívida Mensalidade Prazo para terminar
Crédito Pessoal A 7 203 € 131 € 81 meses
Cartão de Crédito 1 B 1 214 € 43 € 95 meses
Cartão de Crédito 2 C 3 176 € 122 € 143 meses
No 7º mês 11 593 € 296 €
CRÉDITO CONSOLIDADO D (A+B+C) 11 593 € 202 € 84 meses

Como não tem penalizações de amortização por pagar antes do tempo, espera que quando voltar a receber comissões, amortizar mensalmente o consolidado, reduzindo o prazo do empréstimo.

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