As dívidas: fundo de emergência e amortização

Quanto temos dívidas devemos ter várias metas para nos orientarmos. Significa que temos que ter uma trajetória para impedirmos o crescimento dos juros, ou seja, ficarmos presos a uma dívida por muitos e longos anos.

Não fiques preso às dívidas
Não fiques preso às dívidas

Libertarmo-nos das dívidas fica cada vez mais difícil com o aumento do custo de vida. As crises económicas são inesperadas e levam-nos a decisões complicadas de tomar.

Exige que alteremos o nosso estilo de vida e retira-nos o poder de compra. Amortizar não é algo atingível para algumas famílias quando já têm de suportar as despesas do mês. Por outro  lado, valerá a pena fazê-lo?

Árvore das decisões: Enfrentar as dívidas

A árvore das decisões ajuda-nos a analisar as nossas escolhas financeiras. A nossa vida financeira começa nas raízes e vai até ao fruto que são os nossos resultados. Podes ler mais sobre o assunto aqui.

A ideia é pegarmos na nossa árvore e perceber como estamos financeiramente para depois criarmos as nossas metas.

Estratégia 1

Tenho fundo de emergência?

Não tenho fundo de emergência

Se a tua resposta for não, então a tua prioridade será criar o teu fundo de emergência. Só assim estarás pronto para enfrentar imprevistos.

Para criares o teu fundo de emergência, aprende primeiro a fazer um orçamento familiar.
Sim, tenho fundo de emergência

A tua resposta foi sim? Então, o primeiro passo é perceber qual a tua capacidade de poupança mensal.

A tua capacidade de poupança começa quando crias objetivos para o teu dinheiro e as metas que defines para as quantias que queres alcançar em determinado prazo.

Para fazer face às dívidas a poupança é essencial. Simula a tua capacidade de poupança mensal.

O que podes fazer?

    • Consegues atingir 1000€ no final do ano, guarda numa conta à parte e amortiza;
    • Não consegues os 1000€, aumenta o rendimento.

Estratégia 2

Quando tens fundo de emergência, mas tens dinheiro disponível.

 

  • Possíveis decisões

    • Superior a 5000€ ou Superior a 5% do valor do crédito

      • Analisa os teu créditos

        • Identifica o que tem TAEG maior

      • Analisa o mercado em termos de investimentos

        • Consegues algum investimento com a TAEG maior que  do crédito?

          • Sim: investe!

          • Não: amortiza

    • Inferior a 5000€ ou Inferior a 5% do valor do crédito

      • Aumenta o teu dinheiro através de:

        • Certificados de aforro

        • Investimento em ações/obrigações

      • Conhecimento

        • Aumenta o teu rendimento com novas skills, venda de serviços.

Estratégia 3

Amortização mensal e anual.

A amortização varia de família para família, porque depende de vários fatores como a estratégia que cada uma estipula.

Por exemplo, se tiveres muitas dívidas, começa por amortizar os créditos que têm taxas de juro mais altas.

Amortização das dívidas

O Banco de Portugal tem um simulador de crédito habitação, mas também de consumo que podes utilizar para teres acesso a um calendário.

A Microsoft, também tem, uma calculadora de empréstimo e tabela de amortização simplificada que podes consultar, aqui.

Amortização mensal

  • Diminui o capital em dívida de uma forma mais rápida

Para saber quanto deves amortizar por mês podes:

Multiplicar o valor total do teu empréstimo pela taxa de juro. E dividir o resultado por 12.

Amortização anual

  • Reduz na prestação mensal

Conhece estas estratégias para quem está a iniciar e quer amortizar, aqui.

Calendário de amortização das dívidas

Utiliza os simuladores que te dão o valor da prestação mensal do empréstimo, assim como os juros do crédito habitação para calendarizar amortizações.

Ao veres as tuas dívidas ao longo do tempo, por ano e mês, percebes melhor até que ponto é importante diminuir a prestação. Vais conseguir perceber quanto poupas por mês ou ano.

Estratégia 4

Exemplo:

A Francisca e o José são funcionários públicos e ambos têm mais de quarenta anos. Não têm mais dívidas para além do crédito habitação que já pagam há 20 anos. Faltam-lhes mais 10 anos para terminarem de pagar.

Atualmente têm uma taxa fixa e estão a pensar amortizar 20 mil euros o que baixaria o valor da prestação mensal. Seria menos de 200 euros a pagar todos os meses.

No entanto, como só lhes faltam mais 10 anos, podem optar por, investir os 20 mil euros, depositando parte no fundo de emergência. Assim, garantem que estão preparados para um imprevisto.

Quando decidimos amortizar, a diferença pode ser significativa, mas também, pode não compensar. É preciso analisar.

Se estás numa situação estável e a tua dívida está controlada, podes, apostar na tua segurança financeira.

Não te esqueças que para amortizar tens de pagar uma penalização, comissão pela amortização de um crédito habitação. A ter em conta:

  • 0,5% do capital reembolsado para empréstimos com taxa de juro variável
  •  2% do capital reembolsado para empréstimos com taxa de juro fixa

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